'Sem dramas', afirma Curry: contrato indefinido não impactará seu desempenho nem os Warriors
Stephen Curry ainda não decidiu sobre a extensão de até dois anos e US$ 136,7 milhões oferecida pelos Warriors, mas garante que a espera não criará dramas nem afetará seu desempenho. Aos 38 anos, ele prioriza flexibilidade salarial do time, que pode ter US$ 100 milhões ou apenas US$ 45 milhões de espaço no teto. Recuperado de problemas no joelho, Curry está pronto para o training camp no Havaí e afirma que permanecer na franquia é seu objetivo óbvio.
Por Redação Prancheta Viva
A origem: uma extensão de US$ 136,7 milhões na mesa
Em 29 de agosto, Stephen Curry se tornou elegível para uma extensão contratual de até dois anos e US$ 136,7 milhões sobre seu contrato atual — um ano no valor de US$ 62,6 milhões, que expira ao fim desta temporada.
Segundo fontes da equipe, os Warriors apresentaram imediatamente ao astro um leque de opções: o salário máximo, cortes um pouco menores, ou a possibilidade de esperar e decidir depois, dependendo da flexibilidade que a diretoria conseguir gerar no futuro.
O momento atual: quase um mês de reflexão, sem decisão
Quase um mês depois, Curry segue sem se comprometer com nenhuma das alternativas. Com o training camp começando na próxima semana em Havaí e a estreia da temporada regular marcada para 21 de outubro, contra os Lakers, em Los Angeles, o camisa 30 diz que a demora não é motivo de atrito.
"Não quero drama. Não quero pauta de conversa. Esse time precisa ser competitivo e ir lá ganhar", disse Curry à ESPN na quarta-feira.
Ele também deixou claro que a situação não tem relação com uma futura agência livre — continuar nos Warriors por toda a carreira é, nas palavras dele, o "objetivo óbvio".
"Vai acontecer na hora certa, quando eu tiver todas as informações para tomar a decisão certa", afirmou. "Se eu não assinar, não vai afetar meu jogo nem pesar em cima de mim."
O que está em jogo: US$ 100 milhões ou US$ 45 milhões de espaço no teto
A decisão tem impacto direto no futuro da franquia. Com uma folha cheia de contratos expirando, os Warriors projeta ter mais de US$ 100 milhões de espaço no teto salarial no próximo verão. Se Curry assinar pelo máximo — ou algo próximo disso —, o espaço cai para cerca de US$ 45 milhões.
O próprio astro resumiu o dilema: "Quero estar num time competitivo. Quero ter alguma flexibilidade, porque não tivemos isso nos últimos anos. Esse time precisa ter flexibilidade para fazer os movimentos necessários se as coisas acontecerem."
Aos 38 anos, entrando na 18ª temporada na NBA, Curry tem o apelo óbvio de travar mais uma ou duas temporadas com um salário alto — mas mantém uma relação de confiança com o general manager Mike Dunleavy e a diretoria, o que permite esperar.
O corpo responde: recuperado após temporada de apenas 43 jogos
Um dado importante do contexto: Curry foi limitado a 43 jogos na última temporada por conta de dores e inchaços persistentes no joelho direito. Nesta semana, ele participou em San Diego de um evento do time organizado pelo companheiro Jimmy Butler e garantiu que o físico está pronto para o começo do camp.
"A ideia de voltar ao trabalho é empolgante. Sinto que aproveitei bem a entressafra. Não tenho nenhuma hesitação sobre minha condição física", disse.
Em que pé está
O Golden State abre os treinos na próxima semana em Havaí, e a novela do contrato segue em aberto — por escolha do próprio Curry, que prioriza informação e paciência. A decisão deve vir nos próximos meses e vai definir se o time terá o máximo (~US$ 100 milhões) ou um espaço reduzido (~US$ 45 milhões) para se reforçar no próximo verão, com o time apostando tudo na disputa pelo título já nesta temporada.
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Fonte: ESPN NBA News
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