Atleta com síndrome de Down conquista campeonato de patinação artística em Florianópolis com coreografia encantadora
Aos 21 anos, Mariana, com síndrome de Down, vence a Copa Litoral de Patinação Artística em Florianópolis e celebra mais de uma década nos patins.

Mariana Teixeira Alves, de 21 anos, conquista a Copa Litoral de Patinação Artística em Florianópolis
Por Redação Prancheta Viva
O começo: aos 9 anos, um show de fim de ano e um pedido
A história de Mariana Teixeira Alves com a patinação artística começou por acaso, quando ela tinha 9 anos. Natural da capital catarinense, a atleta acompanhou um show de fim de ano de uma prima, encantou-se com a apresentação e pediu à mãe para experimentar a modalidade.
Nadia Alves, sua mãe, decidiu conversar com a professora para verificar a possibilidade de uma aula experimental. Aquela experiência marcou o início de uma longa trajetória nos patins.
Mais de uma década de patins e apoio da família
Aos 21 anos, Mariana tem síndrome de Down e vem acumulando conquistas no esporte. A mãe acompanha a trajetória da filha há mais de uma década.
“Já são mais de 10 anos do patins na vida da Mari. A gente foi ver um show de final do ano da prima dela, ela se encantou com o patins e pediu: ‘Mãe, posso fazer?’”, contou Nadia.
Para a mãe, a evolução da atleta é motivo de orgulho. “Como mãe, meu coração transborda de orgulho. Só eu sei o quanto é especial ver a Mari conquistando seu espaço, mostrando seu talento e fazendo o que ama”, afirmou.
O Sul-Americano em 2019, aos 14 anos
Antes do resultado mais recente, Mariana já havia conquistado um título importante. Em 2019, quando tinha 14 anos, ela foi campeã do Sul-Americano de Patinação Artística, disputado em Joinville, no Norte catarinense.
Esse resultado se soma ao desempenho atual e ajuda a contar a história da atleta desde a infância.
A Copa Litoral em Florianópolis
Em setembro, Mariana conquistou o primeiro lugar na Copa Litoral de Patinação Artística, realizada em Florianópolis. A competição reúne atletas, clubes, escolas e associações com o objetivo de incentivar a patinação artística, proporcionar experiências competitivas e fortalecer a modalidade em Santa Catarina e no Brasil.
A vitória emocionou a família. Nadia lembra que ninguém esperava o primeiro lugar naquela disputa. “Foi uma gritaria, todo mundo: ‘Mariana, Mariana!’. Foi muito bonito. Depois, elas pegaram ela e fizeram uma comemoração”, recordou.
O que a conquista diz sobre o momento da atleta
Aos 21 anos, Mariana chega a um ponto em que a trajetória começa a ser lida como um conjunto de resultados: a descoberta aos 9 anos, o título sul-americano aos 14, o primeiro lugar na Copa Litoral em Florianópolis e mais de 10 anos de patinação na vida da atleta.
O recorte atual é de continuidade. Uma competição que reúne clubes, escolas e associações serviu de palco para uma conquista que reforça seu lugar no esporte. Para quem acompanha a modalidade, o episódio mostra que a patinação artística pode ser um caminho de formação desde a infância e que a comemoração da família, especialmente a da mãe, faz parte do resultado.
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