Atletas israelenses respondem a protestos da seleção irlandesa: “Nosso país é dez vezes superior”
Irlanda protestou contra Israel na Liga das Nações; Israel respondeu com críticas e revanche, após derrota por 3 a 0.

Redação Prancheta Viva
Linha do tempo: o domingo que começou fora das quatro linhas
O jogo entre Irlanda e Israel aconteceu no domingo, pela segunda divisão da Liga das Nações, dentro do calendário 2026/27. Antes mesmo da bola rolar, o confronto ganhou outro significado: jogadores irlandeses protestaram contra Israel durante a execução do hino, ficaram de cabeça baixa e não cumprimentaram os adversários no início da partida.
A seleção irlandesa disputou esse jogo pela Liga das Nações a contragosto. Durante a partida, os atletas da Irlanda fizeram várias ações de apoio às vítimas da Guerra em Gaza. No fim, o time venceu Israel por 3 a 0. Os três gols saíram antes da primeira meia hora de jogo.
Antes do jogo: recusa de Bazunu, hino e aperto de mão negado
A tensão vinha crescendo desde o sábado. O meio-campista Jason Knight admitiu o desconforto com a realização do confronto.
— É difícil. Eu considero que o jogo não deveria ir adiante, mas ele vai acontecer. Teremos uma conversa maior sobre esse assunto e tudo o que ele significa, entender nosso pensamento como grupo. Com certeza é um assunto relevante na Irlanda — comentou Jason Knight.
No domingo, o goleiro Gavin Bazunu, que havia sido convocado para esta data Fifa, anunciou que não participaria dos jogos contra Israel. Ele publicou nota nas redes sociais e afirmou ter uma “convicção pessoal de que matar pessoas inocentes é errado”.
Na entrada em campo, o protesto ficou visível. O capitão da Irlanda, Dara O'Shea, se recusou a apertar a mão de Salomon. O gesto fez parte da sequência de ações dos jogadores irlandeses contra Israel antes do duelo.
Depois do apito: críticas de Israel e nova recusa de saudação
A reação dos atletas israelenses veio logo após o jogo. O capitão Manor Solomon criticou o comportamento dos irlandeses e deu declarações duras ao comentar o episódio.
— Se eu disser o que eu penso, eu provavelmente serei banido por alguns jogos. É claro que eles nos odeiam, e nós não gostamos deles. O que eles fizeram durante o hino? Não estou interessado, nosso país é 10 vezes melhor do que o deles. Mais forte, um país com pessoas incríveis, orgulhoso de vestir o uniforme e ser de Israel. Orgulhoso de nosso país e nossos soldados — declarou Manor Solomon.
O goleiro Daniel Peretz, de Israel, afirmou que a recusa de cumprimento não ficou apenas no início da partida. Segundo ele, os irlandeses também se recusaram a cumprimentar os atletas de Israel depois do apito final.
— Há pessoas que vieram perguntar e que compreendem o que está acontecendo. Mas há outras que não querem saber, não têm interesse e acham muito fácil dar opinião. Não há motivo para se chatear; são pessoas ignorantes — disse Peretz.
Próximo capítulo: portões fechados em Backa Topola e clima de revanche
O resultado de 3 a 0 não encerrou a polêmica. Solomon já falou em revanche para a partida do próximo domingo, que será disputada com portões fechados, na cidade de Backa Topola, na Sérvia.
— O próximo jogo contra eles vai ser completamente diferente. Vamos nos vingar disso — disparou Solomon.
Para a torcida, o que estava previsto como um compromisso de data Fifa na Liga das Nações virou um caso político dentro do futebol. A Irlanda venceu dentro de campo, mas o jogo segue sendo lembrado pelo protesto antes do apito inicial, pela recusa de cumprimento e pela ausência de Bazunu.
Em que ponto a série está agora
A etapa atual é marcada por três elementos: o 3 a 0 da Irlanda, a crítica pública dos jogadores de Israel e a confirmação do próximo encontro com portões fechados em Backa Topola. Enquanto isso, o debate sobre Gaza e a posição da seleção irlandesa continua como pano de fundo da partida.
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