Por que o Santos substituiu a Umbro pela Adidas nos uniformes, mirando até R$ 250 milhões
Santos troca a Umbro pela Adidas em 2028, com contrato de seis anos que pode passar de R$ 250 milhões e maior presença no varejo.
Redação Prancheta Viva
A oficialização: Adidas entra no lugar da Umbro a partir de 2028
O Santos oficializou, na última quinta-feira (24), a Adidas como sua próxima fornecedora de material esportivo. A marca alemã vai assumir o lugar da Umbro a partir de 2028, encerrando uma longa parceria com a companhia inglesa.
Segundo apurou a ESPN, o Peixe analisou uma série de fatores para topar a assinatura com as três listras. A decisão mexe com o futuro comercial do clube e com a rotina da torcida, que passará a ver o Alvinegro mais presente em lojas, redes esportivas e pontos de venda espalhados pelo país.
Antes da virada: a era Umbro e o contrato até o fim de 2027
A Umbro está no Santos desde 2018. Mesmo com a troca já definida, a empresa inglesa tem contrato válido com o clube até o fim de 2027 e ainda fará um último conjunto de camisas antes da “despedida”.
Ou seja: o torcedor ainda convive com o atual ciclo por mais alguns meses de campo e uniforme. A partir de 2028, a nova fornecedora passa a vestir o Peixe.
O que pesou para o Peixe escolher a Adidas
O principal fator foi o financeiro. A Adidas ofereceu um contrato de seis anos, com valor global que pode superar R$ 250 milhões, considerando valores fixos, royalties e premiações previstas.
Em relação ao contrato atual com a Umbro, o novo acordo é superior no valor fixo. De acordo com fontes ouvidas pela ESPN, o montante ficará próximo de R$ 37 milhões/ano com a marca alemã.
O Alvinegro também receberá luvas pela assinatura do contrato, como uma bonificação pelo fechamento do acordo. Não haverá, porém, antecipação de receitas referentes aos seis anos de parceria.
Para o clube, isso significa um contrato mais robusto, com fluxo de caixa planejado ao longo do período, em vez de uma receita antecipada que poderia comprometer a previsibilidade financeira.
Distribuição ampliada: 82 pontos de venda e mais presença em lojas
Outro fator que agradou o Peixe foi o fato de a Adidas ter se comprometido a disponibilizar produtos do time praiano em pelo menos 82 pontos de venda espalhados pelo Brasil. Atualmente, a Umbro não possui lojas físicas próprias.
Com a nova marca, os uniformes do Alvinegro também terão presença ampliada em grandes redes de lojas esportivas. De acordo com fontes, a distribuição deve alcançar cerca de 5 mil varejistas, ante aproximadamente 3 mil na operação atual com a Umbro.
Com essa expansão da distribuição, a estimativa é de um crescimento entre 30% e 40% nas vendas de produtos do clube, segundo projeção de pessoas ouvidas pela ESPN.
Adidas já tem base no futebol brasileiro
A troca de fornecedora não coloca o Santos diante de uma marca desconhecida do mercado nacional. Atualmente, a Adidas fornece material esportivo para três equipes do Brasil: Flamengo, Cruzeiro e Internacional.
Isso ajuda a explicar a chegada ao Peixe com uma estrutura já testada em outros clubes brasileiros, especialmente em um momento de disputa por visibilidade, produtos licenciados e presença no varejo.
O calendário imediato do Santos no Brasileirão
Enquanto a virada para a Adidas só acontece em 2028, o foco do clube segue no campo. Os próximos jogos do Santos são:
- São Paulo (F) - 02/10, 20h (de Brasília) - Brasileirão
- Flamengo (C) - 08/10, 19h30 (de Brasília) - Brasileirão
- Atlético-MG (F) - 11/10, 16h (de Brasília) - Brasileirão
Para o torcedor, o anúncio chega em um momento de calendário movimentado: a troca de fornecedora projeta o futuro comercial do clube, mas a vida do Peixe ainda se decide no Brasileirão com a Umbro à frente.
Em que ponto a história está agora
O Santos já definiu sua próxima fornecedora: a Adidas assume o posto da Umbro a partir de 2028. Antes disso, o clube cumpre o contrato atual até o fim de 2027, com um último conjunto de camisas pela frente.
O novo vínculo é superior no valor fixo, com projeção de R$ 37 milhões/ano, contrato de seis anos e valor global que pode passar de R$ 250 milhões. Também prevê luvas, sem antecipação de receitas, e maior capilaridade: pelo menos 82 pontos de venda da Adidas no Brasil, cerca de 5 mil varejistas e estimativa de crescimento de 30% a 40% nas vendas de produtos do clube.
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