Descubra as razões pelas quais o melhor goleiro do Campeonato Italiano não atua pela seleção
Mile Svilar, do Roma, foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Italiano por dois anos consecutivos, mas está há cinco anos sem ser convocado para nenhuma seleção. Formado na Bélgica, ele optou inicialmente pela Sérvia, porém voltou atrás sem um caminho concreto para os belgas, ficando sem nacional esportivo. Enquanto a pendência com as duas federações não for resolvida, seu talento segue sem destino internacional.
Redação Prancheta Viva
A contradição que intriga o futebol italiano
Ser eleito o melhor goleiro do Campeonato Italiano uma vez já seria destaque na carreira de qualquer jogador. Mile Svilar, do Roma, conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo — e, mesmo assim, o nome dele não aparece em nenhuma lista de convocação há cinco anos.
A combinação é rara: um atleta no auge técnica, reconhecido no que muitos consideram a liga mais exigente do mundo para goleiros, e ao mesmo tempo completamente fora do radar das seleções.
Como Svilar chegou a esse impasse
O caso tem raiz em uma decisão de carreira tomada cedo. Svilar se formou nas categorias de base na Bélgica, país onde cresceu e onde poderia ter seguido como opção de seleção. Depois, optou por defender a Sérvia, país de origem da família.
O problema é que o goleiro acabou voltando atrás nessa escolha — e é aí que mora o nó da história. Ao reconsiderar o compromisso com a Sérvia sem que houvesse um caminho concreto para a Bélgica, Svilar ficou sem nacional esportivo: não defende nenhum dos dois lados.
O que a premiação muda (e o que não muda)
O bi título de melhor goleiro do Campeonato Italiano reforça o status de Svilar entre os grandes nomes da posição. A imagem que circulou do goleiro na partida entre Lecce e Roma — registrada pela REUTERS/Matteo Ciambelli — é mais um retrato da fase que ele vive no clube romano.
Mas prêmio individual, por si só, não resolve a pendência burocrática e política da seleção. Enquanto a situação com Sérvia e Bélgica não for esclarecida, o talento dele segue sem destino internacional.
Onde a história está agora
O momento atual é de paralelo entre dois caminhos: no clube, Svilar vive o auge, com o reconhecimento de melhor goleiro da Serie A por dois anos seguidos; na seleção, cinco anos de vazio. O próximo capítulo depende de uma definição que só o próprio goleiro e as federações envolvidas podem destravar — e a torcida italiana, que o vê brilhar toda semana, acompanha a espera.
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