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Os kits de aquecimento mais malucos do futebol: os bons, os ruins e os feios

Com a temporada 2026-27 em andamento na Europa, as camisas de pré-jogo viraram obsessão de torcedores e colecionadores. O artigo avalia os kits de aquecimento dos grandes clubes, dividindo-os entre as boas (Barcelona, Liverpool, Real Milan, PSG, AC Milan), as ruins (Bayern, Arsenal, Atlético de Madrid) e as feias (Chelsea, Aston Villa), destacando inspirações, cores e designs.

Por Redação Prancheta Viva

A temporada 2026-27 já rolou nas grandes ligas da Europa e, com algumas semanas de bola rolando, finalmente dá para avaliar um detalhe que virou obsessão de torcida e colecionador: as camisas de pré-jogo (prematch), aquelas que os jogadores usam no aquecimento antes do apito inicial.

Nos últimos anos, esses modelos deixaram de ser mero acessório. Vários clubes criam múltiplas variações de cor para acompanhar os uniformes 1 e 2, e o resultado — como você vai ver abaixo — vai do primoroso ao quase injustificável.

O cenário

Com todos os grandes times da Premier League, La Liga, Serie A e Bundesliga já em campo, fechamos a lista das camisas de aquecimento que mais chamaram atenção — para o bem e para o mal.

As boas

Barcelona — O modelo 1 recria o blaugrana clássico num xadrez elegante. A versão alternativa segue a linha da camisa 2 inspirada em Kobe Bryant ("Mamba Mentality"): roxo nebuloso, escudos metalizados e detalhes em dourado fosco. Bem cyberpunk — na altura do cabelo rosa neon do Gavi.

Manchester United — A rosa vermelha de Lancashire estampada em múltiplas silhuetas sobre fundo preto. Uma única flor ao redor do escudo teria ficado mais limpa, mas o resultado é competente.

Liverpool — O padrão "LFC" da camisa 2 2026-27 ganhou textura na versão toda vermelha. A inspiração vem dos bilhetes antigos de Anfield das décadas de 1970 e 1980 — e eleva demais o design.

Real Madrid — A mesma paleta rosa e verde-garrafa dos uniformes 1, 2 e 3 aparece na camisa de aquecimento, com mangas raglan, gola V, logo trefoil da Adidas e as iniciais "RMCF" nas costas dos ombros. Retrô e certeira.

Paris Saint-Germain — Listras finas e gradientes de vermelho e azul criam uma ilusão de ótica em tons de roxo neon, com o escudo grande no centro. Dinâmico sem ficar poluído.

AS Roma — Cinza-escuro com textura xadrez fina que brilha como escamas de peixe, finalizada no vermelho carmim e amarelo dourado tradicionais da giallorossi.

Inter de Milão — Padrão triangular em azul e navy com logos em amarelo vivo, ecoando camisas históricas do clube. A versão away, cinza, não empolga.

AC Milan — Com a demolição da casa de quase 100 anos em andamento, a San Siro virou estampa: fragmentos das escadas cilíndricas e do telhado aberto são reconhecíveis de imediato. Carregado de memória afetiva.

Wrexham — A surpresa da lista. O design com folhagem homenageia os teixos milenares do cemitério de Overton, vila vizinha — com cerca de 2.000 anos, são uma das Sete Maravilhas de Gales. A camisa seria a oitava.

As ruins

Bayern de Munique — O problema não é o design, é a cor: um roxo acinzentado impossível de classificar. Mauve? Lavanda? Lilás? Ninguém sabe.

Ajax — Anéis concêntricos saindo do escudo central, com rabiscos preenchendo os espaços. A inspiração é o telhado painelizado do antigo De Meer Stadion. Interessante — mas não fique olhando por muito tempo.

Manchester City — Céu azul e nuvens brancas estampadas, quase o oposto da camisa 3 inspirada na garoa do ano passado. A variante "mash-up" lançada junto é bem pior.

Tottenham — Navy sem graça com frisos diagonais em azul-claro e branco formando uma faixa no ombro. Não é horrível, é apenas... esquecível.

Arsenal — Franjas espinhosas em vermelho, branco e azul-claro cobrindo a camisa inteira. O design abstrato deveria "capturar a expectativa da hora do jogo" — captura, no máximo, o nervosismo pré-bola-rolando.

Atlético de Madrid — Mesmo gráfico de ondulações nas versões 1 e 2, supostamente simbolizando a energia exigida para agradar Diego Simeone. A vermelho e branca é fraca; a preta com verde-limão, pior. Nem o Julián Álvarez disfarçou a cara feia.

As feias

Chelsea — Manchas em aquarela azul-claro pelo torso e mangas, emolduradas por um motivo de louros abstrato gigante e fora de contexto. Uma bagunça turva.

Aston Villa — Fragmentos distorcidos do leão do escudo em espirais fractais de branco, preto, rosa e roxo gritantes. Fica entre uma visualização do Windows 2000 Media Player e um teste de Rorschach que dá dor de cabeça.

Leeds United — A resposta à rosa vermelha do United: a "rosa branca de Yorkshire" estampada do início ao fim, com efeito metálico azul-turquesa para elevar o exagero ao insuportável.

Juventus — A estrela dourada gigante no peito estraga o que seria um design bianconeri discreto e funcional. Com mais refinamento, poderia funcionar; como ficou, destoa completamente.

Swansea City — Uma barragem de zigue-zagues, prismas e triângulos em vermelho, laranja e amarelo, com direito a pontinho por lembrar camisa de goleiro maluco dos anos 1990.

Benfica — Candidata forte a camisa mais feia da temporada 2026-27: um padrão mosqueado em vermelho e roxo que briga entre si e visivelmente "sangra" uma cor na outra. Parece defeito de produção que passou batido por todo o controle de qualidade. Ainda dá tempo de recolher do mercado.

Onde estamos

Com a temporada em suas semanas iniciais, as camisas de aquecimento 2026-27 já estão todas nas ruas — e a disputa aqui é puramente estética. O placar parcial: Barcelona, Liverpool, Real Madrid e Wrexham lideram o lado bom; Benfica e Swansea seguem na zona de rebaixamento da moda. Resta saber se alguma versão "away" dessas linhas vai resgatar os clubes reprovados na próxima rodada de lançamentos.

Redação Prancheta Viva

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