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Jogadores surpresa, em ascensão e decepções para 2026-27

Especialistas de fantasy da ESPN analisam a temporada 2026-27 da NBA e dividem os jogadores em três categorias: sleepers como Naz Reid, Julius Randle e Caleb Wilson, que podem render acima de seus ADPs; breakouts como Walker Kessler, Cedric Coward e Ace Bailey, candidatos a saltos de produção; e busts, com LeBron James como o nome mais polêmico, projetado como quarta ou quinta opção ofensiva nos 76ers.

Redação Prancheta Viva

A temporada 2026-27 da NBA está batendo na porta, e quem joga fantasy sabe: um bom draft vale mais que qualquer olho clínico ao longo da temporada. A ESPN reuniu seus seis analistas de fantasy basquete — André Snellings, Eric Moody, Eric Karabell, Jim McCormick, Steve Alexander e Michael F. Florio — para separar os jogadores que podem render muito acima de seus ADPs (posição média de draft), os candidatos a estouro de produção e os nomes mais arriscados para este ano.

A lógica da análise

A definição usada pelos especialistas é simples. Sleeper é o jogador que vai superar com folga seu ADP em ligas padrão da ESPN. Breakout é quem dá um salto dramático de produção e entra (ou chega perto) da elite da sua posição pela primeira vez. Bust é o oposto: aquele esperado como titular sólido que deve ficar aquém das expectativas.

Sleepers: valor escondido nas rodas tardias

Naz Reid (C/PF, Charlotte Hornets) é o nome que mais aparece nas conversas. Suado Sixth Man do Ano há duas temporadas, ele viveu como titular disfarçado de reserva no Minnesota por causa da profundidade da frente. A troca para o Hornets abre caminho para o posto de titular efetivo — e o jogador é um ala-pivô eficiente, reboteiro, defensor e um dos melhores arremessadores de três entre os grandes da liga. Steve Alexander lembra que o volume baixo de lances livres (72,8% na carreira, mas apenas 1,6 por partida no ano passado) não deve machucar, e que ele disputou entre 68 e 81 jogos por seis temporadas seguidas. A dúvida fica no volume de jogo ao lado de Coby White, Kon Knueppel e Brandon Miller.

Julius Randle (PF, Brooklyn Nets) viu seu valor cair nas duas temporadas com o Minnesota. Sem obstáculos em um elenco esparso, Karabell projeta um retorno ao nível dos tempos de Knicks: pelo menos 24 pontos, 10 rebotes e 5 assistências por jogo.

Caleb Wilson (SF, Chicago Bulls), quarta escolha geral do draft deste ano, vem com vapor: 23,5 pontos, 7,3 rebotes, 2,3 assistências e 2,5 tocos por jogo na Summer League, além de treinos ao lado de LeBron James. Com ADP de 96,3, pode cair até em rodadas de dois dígitos.

Anthony Black (PG/SG, Orlando Magic) deixou de ser promessa perdida e converteu mais de 70% das finalizações no garrafão na última temporada. Já Jaime Jaquez Jr. (SF/SG, Milwaukee Bucks), chegou na troca que envolveu Giannis Antetokounmpo e vem de 15,4 pontos, 5,0 rebotes e 4,7 assistências em 28,3 minutos, com 50,7% de aproveitamento de quadra.

Breakouts: os saltos de produção esperados

Walker Kessler (C, Los Angeles Lakers) registra doubles-doubles sólidos com mais de três tocos e roubos somados e quase 70% de aproveitamento — mas jogou só 63 das 162 partidas possíveis nas últimas duas temporadas no Utah. Ao lado de Luka Doncic, Snellings vê potencial de top-40 em ligas por categorias, se ele ficar em quadra.

No Memphis, Cedric Coward (13,6 pontos em 25,8 minutos como novato) e Scotty Pippen Jr. devem ser titulares na reconstrução da franquia, com Cameron Boozer e Zach Edey na frente. Brandon Miller (Charlotte) tem usinagem destinada a crescer rumo a números de estrela, e Kel'el Ware (Milwaukee) melhora seu aproveitamento no perímetro atrás de Myles Turner — Alexander aposta que o técnico Taylor Jenkins confiará mais nele do que Erik Spoelstra confiou.

Dereck Lively II (Dallas) só precisa de saúde: 98 jogos em três temporadas, apenas sete no ano passado, mas como novato fez 8,8 pontos, 6,9 rebotes e 1,4 toco com 74,7% de acerto. E Ace Bailey (Utah), quinta escolha do draft de 2025, cresceu até 26% de usinagem nos dois últimos meses da temporada de estreia, com 18,5 pontos por jogo.

Busts: onde a torcida pode virar decepção

O nome mais polêmico é LeBron James (SF/PF, Philadelphia 76ers). Snellings explica a diferença entre impacto na NBA e no fantasy: ao lado de Tyrese Maxey, Jaylen Brown, Joel Embiid e VJ Edgecombe, LeBron projeta como quarta ou até quinta opção ofensiva. Florio vai além: acha que os 76ers terão mais dias de descanso do que os managers aguentam — e LeBron logo estará com 42 anos.

Ja Morant (Portland) somou apenas 79 jogos nas últimas três temporadas e vem de 19,5 pontos, 3,3 rebotes e péssimo aproveitamento de três, num backcourt concorrido com Damian Lillard e Jrue Holiday. Anthony Davis (Washington) perdeu ao menos 14 jogos em 10 de suas 14 temporadas, jogou mais de 60 partidas só uma vez nos últimos quatro anos e agora divide usinagem com Trae Young e AJ Dybantsa, primeira escolha geral.

Zion Williamson (New Orleans) jogou 62 vezes e fez 21,0 pontos, mas sem nenhum três, com 5,7 rebotes e 0,5 tocos. E Jakob Poeltl (Toronto) é draftado em média como o 26º center — preço inflado, na visão de McCormick, que prefere Ware, Derik Queen, Edey e Nic Claxton, todos disponíveis depois.

Onde estamos

Faltam poucos dias para os drafts. A fase agora é de preparação e calibragem de valores: os especialistas ainda podem mudar de opinião com os últimos treinos e definições de elenco antes da abertura da temporada. Para quem escolhe entre duas cartas no fim do draft, a lista acima é um mapa do valor escondido — e dos nomes com etiqueta maior que a mercadoria.

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