Edwards vê com bons olhos passar a função de armador para Ball e se dedicar à defesa
Edwards vê a troca por Ball como positiva: ala-armador volta à função natural, divide criação e promete mais defesa com elenco jovem dos Timberwolves

Redação Prancheta Viva
Contexto: de finais da Conferência Oeste à eliminação na segunda rodada
A mudança de tom dos Minnesota Timberwolves em Minneapolis, no dia de imprensa desta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, não surgiu do nada. A equipe vinha de dois anos de alto nível na Conferência Oeste, mas a eliminação na segunda rodada da pós-temporada de 2026 acelerou uma reação mais drástica no verão.
A linha do tempo recente é clara:
- Em duas temporadas seguidas, o Timberwolves chegou às finais da Conferência Oeste.
- Em 2026, porém, caiu na segunda rodada da pós-temporada.
- Na sequência, a diretoria negociou Naz Reid e o ala Julius Randle para abrir caminho pela chegada de LaMelo Ball, vindo do Charlotte Hornets.
- O time também contratou Jonathan Kuminga como agente livre.
- A leitura interna é que essas trocas deixam o elenco mais jovem e, na avaliação da franquia, mais dinâmico.
É nesse cenário que Anthony Edwards repetiu várias vezes estar feliz com a nova cara do elenco. Ele disse que sentirá falta de Reid, companheiro de longa data, mas afirmou que já constrói entrosamento com Ball, novo companheiro de perímetro.
“Vou sentir falta do Naz, com certeza. Ele é meu irmão”, disse Edwards. “Mas estou muito feliz com as mudanças no vestiário. São mentalidades e personalidades diferentes. Acho que tudo vai encaixar bem.”
Desenvolvimento: Edwards de volta à função natural e Ball como criador
Para Edwards, a chegada de Ball não é apenas um reforço de talento. É uma mudança de função. O ala-armador dos Timberwolves disse que ficou empolgado com Ball porque isso o ajuda a voltar à posição em que se sente mais confortável: ala-armador.
“Sinto que, de alma, sou ala-armador”, afirmou Edwards. “Nunca achei que poderia desenvolver habilidades de armador. Sei que o técnico Chris Finch insiste no passe, mas agora temos o LaMelo, então estou feliz.”
Com Ball ao seu lado assumindo a criação e a condução de bola, Edwards acredita que terá mais energia para defender. Ele citou diretamente a sobrecarga das últimas temporadas, quando precisava trazer a bola, marcar em sequência e ainda produzir ofensivamente.
“Nos últimos dois anos, não consegui defender tão bem quanto queria porque eu estava trazendo a bola”, disse. “Em alguns momentos, eu tinha de pontuar o tempo todo. Eu estava muito cansado. Agora tenho LaMelo, tenho armadores. Então não preciso trazer a bola tanto assim. Posso ficar no canto para arremessar de três em quatro posses seguidas e simplesmente marcar os melhores jogadores. Este ano meu jogo vai ser muito diferente.”
A frase resume o ajuste tático que o torcedor dos Timberwolves deve acompanhar: Edwards deixa de ser o único criador principal e passa a dividir a bola com um armador de volume e ritmo. Em troca, a equipe espera ganhar intensidade defensiva, mais espaçamento e uma rotação mais jovem.
LaMelo Ball: o que ele traz de Charlotte
Ball passou os primeiros seis anos da carreira em Charlotte antes de ser negociado no verão, após uma de suas melhores temporadas. Em 72 jogos, ele teve médias de 20,1 pontos e 7,1 assistências, e o Hornets chegou a ter um dos melhores desempenhos da liga na segunda metade do campeonato.
Ao falar sobre a troca, Ball não demonstrou surpresa. “Eu realmente não me surpreendo com isso”, disse. “No fundo, temos a mesma personalidade. Somos tranquilos, confiantes e sociáveis. Ele é meu irmão, e acho que vai dar certo.”
A fala reforça o encaixe que Minnesota tenta construir: dois jogadores com presença ofensiva, mas com funções distintas. Ball assume a bola; Edwards ganha liberdade para marcar, espaçar a quadra e atacar sem carregar o time ofensivamente.
O que fica para trás: números altos e dobras na pós-temporada
Edwards vem de uma das melhores campanhas da carreira. Na temporada regular, em 61 jogos, atingiu seu recorde pessoal com 28,8 pontos por partida e aproveitamento de 48% nos arremessos. Mas, especialmente na pós-temporada, ele foi alvo constante de dobras e demonstrou frustração com o excesso de responsabilidade ofensiva.
Na coletiva de segunda-feira, Edwards foi questionado sobre a ideia de que os Timberwolves têm uma janela curta para agradar sua estrela. A resposta veio com incredulidade:
“Quem é a estrela? Eu?” disse Edwards. “Eu não sabia de nada disso. Estou feliz.”
O que a torcida dos Timberwolves deve acompanhar
A leitura do dia de imprensa é a de um time em reconstrução da própria competitividade. A torcida dos Timberwolves verá se a troca de Naz Reid e Julius Randle, a chegada de LaMelo Ball e a contratação de Jonathan Kuminga conseguem transformar a queda na segunda rodada da pós-temporada de 2026 em um elenco mais jovem, mais veloz e mais equilibrado entre criação, defesa e energia.
O primeiro sinal vem da função de Edwards: se ele realmente conseguir se dedicar mais à marcação e usar a bola de três como complemento, em vez de carregar o ataque, o Minnesota pode chegar a um novo estágio na Conferência Oeste. O caminho, porém, passa pelo entrosamento com Ball e pela adaptação de um vestiário que deixou de ser apenas o time dos últimos anos para tentar ser outro.
Fonte e contexto da apuração
A notícia foi publicada originalmente por Jamal Collier, repórter de NBA da ESPN, em 28 de setembro de 2026, às 18h20 ET. Collier cobre Milwaukee Bucks, Chicago Bulls e a região do Meio-Oeste da NBA, incluindo episódios como a troca de camisas entre Anthony Edwards e Justin Jefferson, em Minnesota. Ele está na ESPN desde setembro de 2021 e antes cobriu os Bulls pelo Chicago Tribune. Contato: Twitter @JamalCollier e e-mail [email protected]. Fonte: https://www.espn.com/
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