Morre aos 93 anos Bob Pettit, primeiro MVP da NBA e "verdadeiro gigante do basquete"
Bob Pettit, primeiro vencedor do prêmio de MVP da NBA (1956) e lenda do St. Louis Hawks, morreu aos 93 anos, segundo anúncio da LSU. Em 11 temporadas, foi 11 vezes All-Star, campeão em 1958 contra os Celtics e, ao se aposentar, maior pontuador da história com 20.880 pontos. Entrou no Hall da Fama em 1970 e deixa um legado como pioneiro da posição de ala.

Redação Prancheta Viva
Bob Pettit, lenda do St. Louis Hawks e primeiro vencedor do prêmio de MVP da NBA, em 1956, morreu aos 93 anos. A informação foi confirmada pela LSU, sua universidade, na quinta-feira, um dia após a morte. A causa não foi divulgada.
O falecimento
A LSU anunciou na quinta-feira que Pettit havia morrido na véspera. Com a notícia, a NBA perdeu um dos últimos grandes nomes da era pré-televisão da liga, quando o basquete ainda disputava espaço com o beisebol e o futebol americano nos Estados Unidos.
Quem mais repercutiu a morte foi o Hall da Fama do basquete, que nas redes sociais descreveu Pettit como um "grande ágil e habilidoso que revolucionou a posição de ala" e um "verdadeiro gigante do jogo". O Atlanta Hawks também publicou nota: "Sua camisa 9 aposentada segue pendurada com orgulho no State Farm Arena, como lembrete permanente do impacto que ele causou em nossa organização."
A carreira em números
Pettit acumulou uma sequência rara de feitos ao longo de 11 temporadas, todas com a franquia do Hawks:
- Rookie do Ano em 1954-55, a última temporada do time em Milwaukee antes da mudança para St. Louis;
- MVP da NBA em 1956, o primeiro da história da liga, e novamente em 1959;
- All-Star em todas as 11 temporadas;
- MVP do All-Star Game quatro vezes, marca igualada apenas por Kobe Bryant;
- Líder de pontuação em 1956 (25,7 pontos por jogo) e 1959 (29,2 pontos por jogo).
Ao se aposentar ao fim da temporada 1964-65, Pettit era o maior pontuador da história da NBA, com 20.880 pontos, e o segundo em rebotes, com 12.849. Suas médias de carreira: 26,4 pontos e 16,2 rebotes por jogo. Em 1970, entrou para o Naismith Memorial Basketball Hall of Fame.
Título em 1958 contra os Celtics
O auge veio em 1958, quando Pettit levou o Hawks ao único título da história da franquia, batendo o poderoso Boston Celtics. A carreira dele, porém, coincidiu com uma das dinastias mais dominantes do esporte americano: o Hawks chegou a quatro finais, todas contra Boston, e perdeu duas em sete jogos — a primeira, em 1957, decidida na segunda prorrogação do jogo 7; a última, em 1960, também em sete partidas. Em 1961, o Celtics levou em cinco jogos.
Com 2,05 m e apenas 93 kg, Pettit foi uma força física na posição de ala/pivô antes de o termo "power forward" fazer parte do vocabulário do basquete. Ele jogava de frente para a cesta, algo incomum entre os grandes da época, dividindo quadra com nomes como Wilt Chamberlain, Bill Russell, Oscar Robertson e Elgin Baylor.
De Baton Rouge para a história
Robert Lee Pettit Jr. nasceu em 12 de dezembro de 1932, em Baton Rouge, Louisiana. Filho do xerife da paróquia de East Baton Rouge, ele foi um talento tardio: só entrou no time principal da Baton Rouge High School no ano júnior. Como sênior, conquistou o título estadual e recebeu mais de uma dúzia de propostas universitárias, mas ficou em casa e brilhou na LSU.
Pettit foi o cestinha da SEC nas três temporadas em que atuou pelo time universitário: 25,5 pontos como sophomore, 24,9 como júnior e 31,4 como sênior. Ele é um dos apenas três jogadores da LSU no Hall da Fama, ao lado de Pete Maravich e Shaquille O'Neal — e tem uma estátua de bronze do lado de fora do Pete Maravich Assembly Center, assim como O'Neal. Sua camisa 50 foi aposentada pela LSU e a 9 pelo Hawks.
Depois de deixar as quadras, Pettit voltou a Baton Rouge, onde trabalhou com banca e consultoria financeira, e seguia como presença constante em jogos da LSU e do New Orleans Pelicans.
Onde a história fica
Pettit morre como um dos pioneiros que moldaram a posição de ala na NBA e o primeiro nome a receber o troféu de MVP da liga. Para a torcida do Hawks e para o basquete em geral, restam o único título de 1958, a camisa 9 pendurada no State Farm Arena e um legado que, como escreveu a própria franquia, "nunca será esquecido".
Com informações da ESPN News Services e The Associated Press.
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Fonte: ESPN NBA News
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