“Pensei que o campo...”: o que as estrelas de Cowboys e Ravens disseram sobre o gramado do Maracanã depois do “teste de fogo” da NFL
No jogo da NFL no Maracanã, Cowboys e Ravens aprovaram o gramado; vitória dos Ravens por 34 a 31 veio no último lance, com foco na adaptação.

Redação Prancheta Viva | Apuração original: Leonardo Pratt, do Rio de Janeiro (RJ)
Antes do jogo: o gramado virou a primeira dúvida do evento
O Rio de Janeiro recebeu, no último domingo (27), a primeira partida da NFL disputada na cidade. O jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys terminou com vitória dos Ravens por 34 a 31, decidido no último lance, diante de quase 73 mil pessoas no Maracanã.
Nos dias que antecederam o evento em solo carioca, o assunto principal não era apenas o duelo entre dois times fortes, mas o estado do gramado do Estádio Jornalista Mário Filho. A NFL passou por um verdadeiro “teste de fogo” no campo, que precisaria suportar um jogo de futebol americano em um palco historicamente associado ao futebol.
A preparação, porém, foi decisiva. A sensação após o fim da partida foi de que o trabalho feito para receber a NFL ajudou — e muito — no momento em que a bola oval chegou ao Maracanã.
Durante a partida: o campo aguentou o ritmo do jogo
A ESPN reuniu as principais falas de personagens de Baltimore Ravens e Dallas Cowboys sobre o gramado carioca. O ponto central foi o mesmo na leitura das duas equipes: o campo não definiu o resultado, mas passou no teste.
Brian Schottenheimer, técnico do Dallas Cowboys, avaliou que o gramado aguentou bem. Ele relembrou um momento específico: KaVontae Turpin, o Turp, sofreu uma pequena queda em uma terceira descida. O treinador também citou que a equipe havia visto no sábado que a superfície estava um pouco mais lisa.
A leitura de Schottenheimer foi direta: o futebol americano é jogado em um campo diferente do futebol, a liga fez um bom trabalho, e o gramado não teve ligação com o resultado do jogo. Para ele, o placar mostrou duas boas equipes lutando.
Jesse Minter, técnico do Baltimore Ravens, também destacou que, de maneira geral, o gramado se manteve bem. Ele afirmou não ter visto muitos jogadores caindo durante a partida. A mentalidade do time, segundo o treinador, foi jogar os 60 minutos independentemente do local: em um estacionamento ou em um campo, o foco era entregar o melhor.
O ponto de vista dos jogadores: campo é campo, mas o Brasil ficou na memória
Lamar Jackson, quarterback do Baltimore Ravens, resumiu a postura da equipe com uma frase simples: o campo vai ser o campo. O time não se importou com a condição da superfície; o que importou foi jogar futebol americano quando a hora chegasse.
Além do jogo, Jackson destacou que a viagem para o Brasil foi maravilhosa. Para o quarterback, os fãs e os cidadãos brasileiros foram fantásticos.
Tyler Loop, kicker do Baltimore Ravens, também minimizou o peso do gramado. Ele contou que o time tentou não prestar muita atenção nesse fator, porque é algo que o jogador não pode controlar. Na reunião, a mensagem foi clara: o campo não liga para quem ganha. Como time, é preciso entrar e ser o melhor possível — e, quando mais importou, os Ravens encontraram esse jeito.
Dak Prescott, quarterback do Dallas Cowboys, fez uma avaliação mais ampla. Segundo ele, o campo estava tudo certo. Ele reconheceu que talvez não atendesse aos padrões de algumas pessoas, mas lembrou que os jogadores estão acostumados a isso.
Prescott também olhou para o futuro. Para ele, se a NFL voltar ao Rio de Janeiro — ou se outro lugar receber a liga na próxima vez — a experiência será ainda melhor. O quarterback se disse animado com o crescimento internacional da liga e confiante de que o Cowboys também ficará bem.
O que a partida deixa para a torcida
A primeira NFL no Rio de Janeiro mostrou que o Maracanã conseguiu entregar um jogo eletrizante, decidido no último lance e acompanhado por quase 73 mil pessoas. O gramado entrou em dúvida antes do jogo, mas saiu do evento com uma leitura positiva entre técnicos e jogadores.
Para a torcida, o recado é de que o Brasil entrou no mapa da NFL com um teste difícil e aprovado. O resultado final — Baltimore Ravens 34, Dallas Cowboys 31 — ficou marcado pela intensidade do duelo, não pelo estado do campo.
Situação atual
Após o jogo, a NFL deixa o Rio de Janeiro com uma impressão favorável sobre a preparação carioca. A torcida viu o Maracanã resistir ao primeiro grande desafio com a bola oval, e as equipes trataram o gramado como parte do jogo, não como desculpa para o resultado. O próximo capítulo, segundo as falas do próprio time de futebol americano, tende a ser ainda melhor.
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