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Ancelotti abre novo ciclo na Seleção de forma discreta

Ancelotti abre novo ciclo da Seleção, mas empate com Austrália expõe falhas no meio-campo e reforça a busca por equilíbrio no projeto de quatro anos.

Antes do amistoso: contrato renovado às pressas e a largada do novo ciclo

A Seleção brasileira entrou no amistoso internacional contra a Austrália já sob a marca de um recomeço comandado por Carlo Ancelotti. O treinador italiano teve o contrato renovado antes da última Copa de maneira precipitada, e o ciclo inteiro passa a ser atribuído a ele. Para a torcida, o ponto de partida não é apenas um resultado: é a primeira leitura de um trabalho que terá quatro anos pela frente.

Ancelotti abre novo ciclo na Seleção de forma discreta

O jogo: quarteto ofensivo, mau desempenho e o gol de Rayan no lance derradeiro

No empate em 1 x 1, Ancelotti tentou novamente montar um quarteto ofensivo poderoso, mas a resposta do time foi insuficiente. A dificuldade apareceu onde o Brasil mais precisa de equilíbrio: o meio-campo. O mau desempenho contra a Austrália não chega a surpreender dentro de um contexto de amistoso, mas o time ficou exposto e precisou recorrer a um gol de Rayan no lance derradeiro para não sair derrotado.

Depois do empate: coletiva, Índia no caminho e o enigma Raphinha

A entrevista coletiva de Carlo Ancelotti após o empate entre Brasil e Austrália faz parte da cobertura, mas o recado tático já apareceu dentro de campo. Enfrentar a Austrália é inexpressivo; imagine duas vezes seguidas. O terceiro adversário é a Índia. A missão do técnico, um dos melhores do mundo, é potencializar na Seleção jogadores decisivos nos clubes.

Ancelotti abre novo ciclo na Seleção de forma discreta

Raphinha é o exemplo mais evidente. No Barcelona, ele carrega a braçadeira, mas, por razões que dependem apenas de Raphinha, ainda não rende na Seleção metade do que entrega pelo time catalão. O problema não é apenas individual: é de função e de contexto. Ancelotti tem quatro anos para descobrir no futebol brasileiro um jogador de meio-campo capaz de assumir a função de Odegaard na Noruega ou Pedri na Espanha.

O ciclo: se o meio-campo aparecer, o desenho ofensivo pode mudar

Se o Brasil encontrar esse jogador de meio-campo, poderá desfazer o quarteto ofensivo que esvazia o meio-campo e ganhar um time mais controlado. O tempo é longo, o recomeço não foi promissor, mas o cenário não pede desesperança. O mais importante em um trabalho de Seleção não é apenas como ele começa, e sim como termina.

Ancelotti abre novo ciclo na Seleção de forma discreta

Registro da cobertura

A cobertura traz duas imagens: a de 1 de 2, registro de SAEED KHAN / AFP, mostra Ancelotti sem conseguir fazer o Brasil superar a Austrália; a de 2 de 2, com arte do rodapé do blog Vida Real, de Mauricio Saraiva, reforça o debate sobre o momento da Seleção.

Redação Prancheta Viva

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