Persistência e uso equivocado dos laterais continuam sendo os problemas da seleção
Desde Tite, a seleção sofre com laterais. Diniz e Dorival mantiveram o problema. Ancelotti deve redesenhar o time para reduzir a dependência.

Por Redação Prancheta Viva
Seis anos atrás: a denúncia começa no período de Tite
Há seis anos, desde os tempos de Tite, uma denúncia recorrente se instalou no debate sobre o Brasil: o país não tem laterais bons e não tem reposição no mesmo nível exigido pelo jogo moderno. A crítica não se limita a nomes individuais. Ela aponta uma falha de função. O Brasil sempre valorizou laterais que avançam, abrem o campo e criam superioridade pela ala, mas, sem peças à altura, o time fica exposto quando a faixa lateral vira ponto de ataque e defesa ao mesmo tempo.
O ciclo seguinte: Diniz e Dorival mantêm o mesmo problema
Depois de Tite, o alerta reapareceu na passagem de Diniz. Depois, seguiu vivo com Dorival. A leitura crítica é que a resposta dos técnicos não rompeu o padrão: ainda se tentava fazer o jogo funcionar com laterais completos, mesmo quando o elenco não entregava essa condição de forma confiável. O problema passou a ser tático. Se a função não pode ser sustentada por quem está em campo, é preciso outra distribuição de tarefas, protegendo a ala sem abrir mão da construção e da agressividade.
Ancelotti e o nó atual: como montar o Brasil sem depender do lateral ideal
Com Ancelotti, o assunto volta ao centro. A provocação é direta: se o Brasil não tem laterais no mesmo nível, talvez o caminho seja menos procurar o jogador perfeito e mais montar um sistema que torne sua ausência menos decisiva. Isso pode envolver meias abertos, pontas que recuam, laterais que atacam por dentro, zagueiros que abrem o campo ou um bloco que compacte a faixa lateral quando o time perde a bola. Não é deixar de atacar; é distribuir o ataque e a defesa de outro jeito.
O ponto atual
O recorte é simples: seis anos se passaram, o ciclo foi de Tite a Diniz, Dorival e Ancelotti, mas a pergunta continua. O Brasil ainda está entre procurar laterais que resolvam o problema ou redesenhar o time para que a falta deles não determine o resultado.
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