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Campeonato Inglês contra Brasileirão: Novo formato de descenso pode transformar o futebol brasileiro

A CBF estuda, junto a clubes e federações, reduzir de quatro para três o número de rebaixados por temporada no Brasileirão, seguindo o modelo das cinco principais ligas europeias. A proposta visa reduzir perdas financeiras e proteger clubes de grande torcida, mas pode criar barreira de acesso à elite. A Série B já adotou playoffs no estilo da Championship. O tema ainda será debatido e votado.

Por Redação Prancheta Viva

A CBF aprovou nesta semana, junto aos clubes, duas mudanças que já entram no radar do Brasileirão: a criação de uma grade fixa de horários para as partidas e a redução do número de estrangeiros por elenco. Mas a agenda da entidade não para por aí. Para os próximos meses, o debate que promete mover os bastidores é outro: quantos times devem caírem para a Série B a cada temporada.

Da viagem à Europa ao tema do rebaixamento

A origem: desde fevereiro, clubes, federações e CBF se reúnem para discutir uma futura liga no Brasil, nos moldes do que acontece no futebol europeu. Foram quatro reuniões até agora, e o rebaixamento entrou na pauta logo nas primeiras conversas. Uma das ideias propostas — que ainda não foi votada — é reduzir de quatro para três o número de rebaixados por ano.

Um passo importante nesse caminho aconteceu no início deste ano: a CBF visitou, ao lado de dirigentes de clubes e federações, Inglaterra, Espanha e Alemanha para estudar os modelos das principais ligas da Europa. Dessa viagem saíram pautas como o impedimento semiautomático, o Fair Play Financeiro e a profissionalização da arbitragem.

O modelo europeu: as cinco principais ligas do Velho Continente (Premier League, LaLiga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1) têm um ponto em comum — apenas três times caem por temporada. Bundesliga e Ligue 1 ainda vão além: com 18 clubes na elite (e não os tradicionais 20), elas mantêm um playoff entre o 16º colocado da primeira divisão e o terceiro da segunda. Em 2025/26, o SC Paderborn 07 venceu o Wolfsburg e garantiu acesso à Bundesliga, enquanto o Nice superou o Saint-Étienne e permaneceu na elite francesa.

O que a mudança significaria na prática

A justificativa financeira: a lógica por trás da proposta é diminuir a imprevisibilidade das finanças. A queda para a Série B representa perda de receita significativa, e menos rebaixados significa menos orçamentos impactados — além de reduzir o risco de times de grande torcida deixarem a elite, o que pesa na hora de comercializar os direitos de transmissão.

A Série B já está mudando: nesta temporada, o acesso mudou de formato para replicar o modelo da Championship. Só os dois primeiros garantem vaga direta na Série A; quem terminar entre o 3º e o 6º lugar disputa um playoff de acesso.

O outro lado da moeda: com menos queda, há menos rotação na primeira divisão — o que pode criar uma barreira de acesso parecida com a de outros países. Um exemplo inglês: o Tottenham terminou em 17º na Premier League em 2025/26 e escaparia do rebaixamento no modelo europeu, mas cairia se a regra brasileira atual valesse por lá.

Onde estamos agora

A proposta ainda precisa ser debatida e votada pelos clubes, mas a sinalização nos bastidores é de que o tema deve ganhar força até o próximo encontro. Vale lembrar que a CBF, desde a chegada de Samir Xaud à presidência, abraçou pautas da futura liga que antes eram reservadas aos clubes — e a entidade vem conduzindo estudos técnicos para embasar cada decisão, como fez antes da grade fixa e do limite de estrangeiros.

Na prática, o impacto já apareceria nesta temporada: antes da pausa da Data Fifa, Grêmio e Internacional estavam na zona de rebaixamento, à frente de Remo e Chapecoense. Com três rebaixados em vigor, apenas um dos clubes de Porto Alegre estaria no Z-3.

Fase atual: o Brasileirão vive o período de estudos e alinhamento político. A grade fixa e o limite de estrangeiros já foram aprovados (a grade depende ainda do aval das emissoras para valer já em 2027), e o número de rebaixados é o próximo capítulo — uma discussão que promete dividir opiniões entre grandes e médios ao longo dos próximos meses.

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As previsões e análises apresentadas neste artigo são apenas opiniões editoriais, elaboradas com base em dados públicos e informações disponíveis até a data de publicação. Elas não constituem garantia de qualquer resultado e não devem ser interpretadas como certeza ou recomendação. Este site não oferece, promove ou recomenda qualquer forma de apostas ou jogos de azar. A participação em atividades de apostas é proibida para menores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.

Fonte: Trivela

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