Primeira vitória de Klopp na Alemanha é impedida por herdeiro de ícone holandês
Em jogo válido pela Liga das Nações, Xavi Hernández estreou pelos Países Baixos e Jürgen Klopp pela Alemanha, com empate em 1 a 1. Nmecha abriu o placar para os alemães após jogada construída com Kimmich de volta ao meio-campo. Nos acréscimos, Ruben van Bommel, filho de Mark van Bommel, deu assistência para Gakpo empatar. Ter Stegen errou, mas se redimiu com defesas importantes.
Redação Prancheta Viva
O contexto: dois técnicos estreando no comando
A Johan Cruyff Arena recebeu nesta quinta-feira (24) um jogo com peso simbólico além da primeira rodada da Liga das Nações: a estreia de Xavi Hernández no comando dos Países Baixos e a de Jürgen Klopp à frente da seleção alemã. Nenhum dos dois começou com vitória — o placar ficou no 1 a 1, com os gols saindo apenas nos momentos finais da partida.
O gol alemão: a assinatura de Klopp e a volta de Kimmich ao meio
O gol da Alemanha saiu com Felix Nmecha, volante do Borussia Dortmund. Ele pisou na área para concluir uma bola que sobrou em dividida de Karim Adeyemi, após cruzamento do lateral-direito Philipp Treu.
Por trás da jogada, uma decisão tática que marcou a noite: Klopp devolveu Joshua Kimmich ao meio-campo. Sob o antecessor Julian Nagelsmann, Kimmich atuava na lateral direita, função longe da sua posição ideal como volante — sempre precisava sair do lado para dentro e, sem a bola, correr para recompor, o que limitava sua participação.
De volta ao centro, Kimmich diktou o ritmo como um dos melhores da função. Na jogada do gol, recebeu na intermediária esquerda totalmente congestionada e executou uma inversão na medida para Treu cruzar. A escolha também se justifica pela própria presença de Treu: se Kimmich estivesse na lateral, o ala de 25 anos dificilmente estaria ali. Treu teve boa participação ofensiva, apoiando Adeyemi no corredor e quase marcando em finalização bloqueada no segundo tempo.
O primeiro tempo: Países Baixos mais perigosos
Apesar de a Alemanha dominar a posse, quem criou mais foi a seleção neerlandesa, mais vertical e veloz. Os alemães só finalizaram pela primeira vez com meia hora de jogo, pelos pés de Younes Ebnoutalib, um minuto antes de Nmecha abrir o placar. Foi nesse intervalo curto que a Alemanha fez sua melhor fase, incluindo um gol perdido por Adeyemi com o goleiro batido, após jogada rápida com Nathaniel Brown.
Do lado holandês, Virgil van Dijk marcou de escanteio, mas o VAR anulou o gol por falta de Brian Brobbey no goleiro Ter Stegen. O arqueiro alemão foi destaque negativo, entregando duas saídas de bola — em uma delas, Gakpo exigiu boa defesa. Gakpo e Crystencio Summerville foram as principais armas dos neerlandeses, mas faltou o último passe mais preciso para uma chance clara.
O desfecho: Ruben van Bommel muda o jogo
No segundo tempo, Ter Stegen se redimiu das falhas com defesas em chutes de Denzel Dumfries, Mexx Meerdink e Ruben van Bommel. O filho do lendário Mark van Bommel entrou do banco e quase marcou um golaço de fora da área. Nos acréscimos, deu o passe decisivo: uma trivela para Cody Gakpo empatar.
O que vem agora
O empate deixa a impressão de que os dois técnicos têm muito trabalho pela frente — a partida foi marcada por erros de ambos os lados. Klopp mostrou os primeiros sinais de um time intenso e vertical, mas os Países Baixos foram superiores no quesito estratégia. Ainda nesta Data Fifa, Alemanha e Países Baixos enfrentam os mesmos rivais: Grécia e Sérvia, com a diferença de que os alemães terão os sérvios em duas oportunidades.
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Fonte: Trivela
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