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Vencedor da Copa de 2006 pela Itália nega qualquer ligação da família com a máfia

Vincenzo Iaquinta, campeão do mundo com a Itália em 2006 e ex-Juventus, negou em entrevista à Gazzetta dello Sport qualquer ligação da família com a 'Ndrangheta. Seu pai, Giuseppe, está preso desde 2018 na Operação Aemilia, e o ex-jogador promete lutar para provar sua inocência. Iaquinta também foi condenado com pena suspensa por supostamente auxiliar a organização com armas que, segundo ele, eram registradas e foram levadas pelo pai sem seu conhecimento.

O pano de fundo

Vincenzo Iaquinta, atacante campeão do mundo com a Itália em 2006 e ex-Juventus, vive há uma década um problema que não sai de cena: a associação do seu nome — e da sua família — à 'Ndrangheta, uma das maiores organizações criminosas da Itália. O ex-jogador, hoje com 46 anos, se aposentou em 2012, mas o assunto ganhou força nos últimos anos, sobretudo depois da prisão do pai.

Giuseppe Iaquinta, pai do ex-atleta, está preso desde 2018, acusado de ter um papel central na máfia italiana. A prisão aconteceu durante a Operação Aemilia, que resultou no maior julgamento da Emilia-Romagna contra a 'Ndrangheta.

A entrevista e a reação do ex-jogador

Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, Iaquinta rechaçou qualquer ligação da família com o crime organizado e lamentou o que chamou de mancha no nome da família.

"É realmente triste. Joguei no mais alto nível por 15 anos, marquei um hat-trick na Liga dos Campeões e ganhei uma Copa do Mundo… E mesmo assim meu nome está associado à 'Ndrangheta por causa de uma acusação vil", disse o ex-jogador.

Sobre o pai, o tom foi de preocupação e revolta: "Eles vão acabar matando-o lá mesmo na prisão. Jogaram muita lama em cima de nós. Uma vez que você afunda em areia movediça, é difícil sair. Tenho fé na justiça, mas é difícil assim. Vou lutar para provar a inocência dele. É a batalha da minha vida. Não temos nada a ver com a máfia; ela nos repugna."

A condenação com pena suspensa

O nome de Iaquinta também aparece em outro capítulo da investigação. Ele foi condenado com pena suspensa sob acusação de supostamente auxiliar a organização criminosa com duas pistolas e 126 balas. Segundo o ex-jogador, as armas estavam legalmente registradas e guardadas por ele, mas foram encontradas na casa do pai.

"Foi ingenuidade minha, mas isso não me torna um criminoso. As armas estavam devidamente registradas; meu pai as pegou sem me informar. Fui acusado com base no Artigo 7: supostamente auxiliei os clãs com armas legalmente registradas. Foi uma loucura, e essas coisas arruínam a sua vida. Tenho vivido um pesadelo aparentemente sem fim há dez anos", completou.

Onde a história está agora

Vincenzo Iaquinta diz que vai usar todos os meios à disposição para provar a inocência do pai e a sua própria, mantendo a fé na justiça italiana apesar do desgaste de dez anos de investigações. Com o pai preso desde 2018 e o maior julgamento contra a 'Ndrangheta na Emilia-Romagna ainda como pano de fundo, a "batalha da vida" do campeão de 2006 está apenas no meio do caminho — e a palavra final seguirá nos tribunais.

Redação Prancheta Viva

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