STJD confirma punição de advertência a Luis Osorio após expulsão no clássico contra o Palmeiras
O Pleno do STJD manteve por maioria de votos a advertência aplicada ao zagueiro Luis Osorio, do São Paulo, expulso no clássico contra o Palmeiras pela 27ª rodada do Brasileirão. A Procuradoria recorreu pedindo pena mais pesada, mas a defesa alegou baixa gravidade, primariedade do atleta e a suspensão automática já cumprida. O jogador não cumprirá partidas adicionais e está liberado para o restante da competição.
Redação Prancheta Viva
O que aconteceu
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu nesta quinta-feira manter a advertência aplicada ao zagueiro Luis Osorio, do São Paulo, expulso na partida contra o Palmeiros válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Por maioria de votos, os auditores negaram o recurso da Procuradoria, que pedia uma punição mais pesada ao jogador.
Na prática, isso significa que o zagueiro não terá que cumprir nenhuma partida adicional de suspensão e segue à disposição do técnico paulista para as próximas rodadas do Brasileirão.
Como foi o lance que originou o caso
Osorio foi expulso aos 39 minutos do primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras, após atingir o tornozelo de um adversário com força excessiva em uma disputa de bola. O lance foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta.
Além do impacto esportivo imediato, a expulsão deixou o São Paulo com um jogador a menos por cerca de 62 minutos da partida — um dos argumentos centrais da defesa no julgamento.
Da primeira instância ao Pleno
O caso passou por três etapas:
- Primeira instância: a Segunda Comissão Disciplinar aplicou inicialmente uma partida de suspensão, mas converteu a punição em advertência.
- Recurso da Procuradoria: o órgão fiscalizador recorreu ao Pleno pedindo que a conversão fosse afastada e que uma penalidade superior à mínima fosse aplicada.
- Julgamento do Pleno: os auditores mantiveram a advertência por maioria de votos.
Os argumentos no julgamento
A defesa do São Paulo, conduzida pelo advogado Pedro Moreira, sustentou a manutenção da decisão em primeira instância com base em três pontos: a baixa gravidade do lance, a primariedade de Osorio e o fato de o jogador já ter cumprido a suspensão automática decorrente do cartão vermelho.
O auditor Sérgio Furtado Coelho, relator do processo, votou pela manutenção da decisão. Segundo ele, além da primariedade do atleta, devem ser consideradas as consequências já suportadas pelo jogador e pelo time, que ficou com um a menos por cerca de 62 minutos.
O relator foi acompanhado pelos auditores Maxwell Vieira, Luiz Felipe Bulus e Anderson Prezia. O presidente do tribunal, Luís Otávio Veríssimo, foi o único a divergir parcialmente, votando para afastar a conversão em advertência e manter a pena de uma partida de suspensão.
Onde o caso termina
Com a decisão do Pleno, Luis Osorio permanece apenas com a advertência aplicada em primeira instância. O capítulo está encerrado: a Procuradoria não conseguiu reverter a conversão da pena, e o zagueiro está liberado para atuar pelo São Paulo no restante da competição.
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