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Da madrugada de treinos ao lugar mais alto do pódio: a história do título que marcou o basquete de Rondônia

A equipe de basquete feminino da Afya, de Porto Velho (RO), conquistou o título inédito da 3ª Divisão dos JUBS, garantindo vaga na 2ª divisão. As jogadoras, que conciliam cursos como Medicina e Direito, empregos e maternidade, treinavam até a meia-noite. Após duas pratas anteriores, o técnico Heitor Neto celebrou o ouro. O time venceu Tocantins e a favorita Universidade de Alagoas na final e agora planeja manter o elenco para o próximo desafio.

Da madrugada de treinos ao lugar mais alto do pódio: a história do título que marcou o basquete de Rondônia

Redação Prancheta Viva

um projeto que batia na trave

O basquete universitário feminino da Afya, de Porto Velho (RO), viveu uma semana de celebração após conquistar o título inédito da 3ª Divisão dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS). O resultado garantiu vaga na 2ª divisão da competição, etapa disputada contra equipes de nível profissional e clubes de ponta do país.

Para o técnico Heitor Neto, o ouro teve um peso especial depois de duas frustrações anteriores. Ele já tinha duas medalhas de prata — uma com a equipe feminina e outra com a masculina —, mas nunca havia subido ao degrau mais alto. "O tamanho dessa conquista é gigantesco. É a nossa primeira medalha de ouro universitária", celebrou o treinador.

mães, estudantes e trabalhadoras que treinavam até a meia-noite

O elenco campeão não é composto só por atletas de alta performance. As jogadoras dividem a rotina entre cursos puxados como Medicina, Direito e Marketing, empregos, cuidados com os filhos e treinos em Porto Velho que frequentemente começavam às 21h30 ou 22h e terminavam à meia-noite.

A armadora Kerllyn Rodrigues, que também é mãe, resumiu o sacrifício: "Eu saía do ginásio meia-noite e chegava muito tarde em casa. É cansativo, é puxado, mas valeu muito a pena. O meu filho é a minha maior força."

A campanha até o título exigiu derrubar equipes tradicionais de outros centros do país, com dois marcos principais: o triunfo contra a seleção de Tocantins e a vitória sobre a favorita Universidade de Alagoas, na decisão. "Foi como Davi contra Golias: nós eramos o Davi", comparou Kerllyn, que define o time como a "incerteza do campeonato".

A capitã Marina Erse contou que a emoção tomou conta antes mesmo do apito final: "Eu já estava chorando um minuto antes de o jogo acabar. Trazer esse título para Porto Velho e para Rondônia, representando a nossa instituição, foi algo incrível."

vaga na 2ª divisão e planejamento para manter o elenco

Com o ouro assegurado, o foco do projeto mudou: manter o grupo unido e estruturar a preparação para a 2ª divisão do JUBS, disputa considerada, na avaliação do time, equiparada à primeira divisão pela força dos clubes e pela presença de jogadoras profissionais.

"Demos um passo muito grande. Vai ser um desafio gigantesco, mas é muito bom saber que o basquete do nosso estado está evoluindo. O nosso intuito é continuar trabalhando para trazer mais ouro e continuar no pódio", projetou Kerllyn.

O momento atual, portanto, é de transição: as comemorações passaram, a rotina pesada de aulas e treinos seguiu a mesma, e o basquete feminino de Rondônia se prepara para o maior teste de sua história no cenário universitário nacional.

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Fonte: ge.globo Basquete

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