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Djokovic e Sabalenka entram para o novo conselho de atletas dos Grand Slams

Grand Slams criam conselho consultivo com 12 tenistas, incluindo Djokovic e Sabalenka, após protestos por maior voz e 22% das receitas.

Djokovic e Sabalenka entram para o novo conselho de atletas dos Grand Slams

Protestos desde o primeiro semestre de 2025

Desde o primeiro semestre de 2025, algumas das estrelas do circuito se mobilizaram para pressionar os torneios de Grand Slam. Neste ano, durante Roland Garros e Wimbledon, elas reduziram seus compromissos midiáticos. O pedido central dos melhores tenistas do mundo é político e financeiro: maior peso nas decisões sobre esses torneios e maiores premiações.

Djokovic e Sabalenka entram para o novo conselho de atletas dos Grand Slams

O número que resume a reivindicação: os atletas esperam obter 22% das receitas, em comparação com os cerca de 15% que recebem atualmente. Desde o início desses protestos, os quatro torneios anunciaram aumentos nas verbas destinadas aos jogadores.

Anúncio do conselho no final de agosto

Diante desse cenário, os organizadores dos Grand Slams — os quatro principais torneios do tênis: US Open, Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon — anunciaram no final de agosto a criação de um conselho consultivo de jogadores.

No comunicado conjunto publicado em agosto, os torneios informaram que os jogadores que integrarem a nova instituição “examinarão o conjunto de questões esportivas dos torneios de Grand Slam”. A ideia é que a iniciativa sirva como “fórum de comunicação direta, feedback e colaboração entre os Grand Slams e os jogadores”.

Para a torcida que acompanha o tênis, o ponto é: o conselho consultivo nasce como canal de diálogo, não como entidade com poder unilateral sobre os torneios. Ainda assim, ele pode se tornar um espaço permanente de negociação sobre calendário, obrigações de mídia, regras esportivas e divisão de receita.

A composição começa a ganhar forma nesta segunda-feira

O novo órgão de diálogo entre estrelas do tênis e torneios de Grand Slam começa a ganhar forma com a presença de Aryna Sabalenka, Novak Djokovic e outros 10 jogadores, segundo informações publicadas pelo jornalista americano Jon Wertheim e confirmadas pela AFP.

Djokovic e Sabalenka entram para o novo conselho de atletas dos Grand Slams

De acordo com capturas de tela publicadas nesta segunda-feira nas redes sociais pelo jornalista especializado Jon Wertheim, seis jogadores e seis jogadoras farão parte deste novo órgão de diálogo. A composição do conselho foi confirmada à AFP por uma fonte próxima ao dossiê.

Quem entra no conselho

No feminino, estão: a número 1 do mundo, a cazaque Elena Rybakina; a bielorrussa Aryna Sabalenka (N.2); as americanas Jessica Pegula (N.3) e Iva Jovic (N.13); a ucraniana Elina Svitolina (N.7); e a grega Maria Sakkari (N.33). Elas representarão os interesses das jogadoras do circuito feminino.

No masculino, o alemão Alexander Zverev (N.2), o americano Ben Shelton (N.4), o canadense Felix Auger-Aliassime (N.5), o sérvio Novak Djokovic (N.11), o italiano Lorenzo Musetti (N.25) e o francês Arthur Rinderknech (N.33) se voluntariaram para integrar o novo órgão.

As grandes ausências

As grandes ausências são o número 1 do mundo, o italiano Jannik Sinner, o espanhol Carlos Alcaraz (N.3) e a americana Coco Gauff (N.4).

Djokovic e Sabalenka entram para o novo conselho de atletas dos Grand Slams

Para o leitor, isso significa que o time do conselho ainda precisa ampliar legitimidade esportiva e representativa. A presença de Djokovic, Sabalenka, Rybakina, Zverev e outros nomes conhecidos dá peso político à iniciativa. Ao mesmo tempo, a ausência de Sinner, Alcaraz e Gauff pode gerar questionamentos sobre a capacidade do grupo de representar todo o circuito.

O que ainda falta

O quadro atual é de construção. Os Grand Slams criaram o conselho após protestos, anunciaram aumentos nas verbas e divulgaram uma estrutura de diálogo. A lista de 6 homens e 6 mulheres já aparece em reportagens e foi confirmada à AFP. Porém, ainda não está detalhado como esse fórum produzirá resultados concretos: quais decisões serão submetidas ao conselho, como as posições dos jogadores serão levadas em conta e se haverá participação efetiva dos atletas ausentes.

Enquanto isso, a pressão por uma fatia maior das receitas — 22% contra os cerca de 15% atuais — permanece como o dado mais visível da negociação.

A notícia foi publicada pela Gazeta Esportiva, com confirmação da AFP e informações de Jon Wertheim. A Gazeta Esportiva mantém Todas as notícias da Gazeta Esportiva, Canal da Gazeta Esportiva no YouTube, Instagram da Gazeta Esportiva e canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp.

Redação Prancheta Viva

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