Dirigente da NFL afirma que o Brasil pode ganhar uma franquia na liga: 'É preciso expandir'
NFL vê Brasil como mercado estratégico para franquia, com jogo no Maracanã em 2026, 38 milhões de fãs e ações culturais.

Redação Prancheta Viva, com informações de Leonardo Pratt, do Rio de Janeiro (RJ)
2026 abre o momento mais internacional da NFL
A temporada de 2026 coloca a NFL em seu momento mais internacional na história. A liga estabeleceu o novo recorde de partidas disputadas fora dos Estados Unidos: ao longo do ano, 9 jogos de temporada regular acontecem mundo afora.
Entre esses 9 jogos, o destaque carioca é Dallas Cowboys x Baltimore Ravens, marcado para domingo (27), no Rio de Janeiro. A partida será no Maracanã, uma das principais praças esportivas do mundo.
Goodell já falava de uma franquia fora dos EUA
A expansão internacional da NFL não se limita ao calendário. Roger Goodell, comissário da NFL, já havia levantado a hipótese de, em um futuro próximo, existir uma franquia sediada fora dos Estados Unidos.
Em entrevista exclusiva à ESPN, Goodell não descartou o Brasil como sede dessa possível equipe. A fala do comissário deixou claro que a liga acompanha a evolução do público brasileiro e trata o país como um mercado estratégico.
38 milhões de fãs como base do projeto brasileiro
Para Goodell, o argumento passa pela torcida. A NFL aponta uma base de aproximadamente 38 milhões de fãs no Brasil.
O raciocínio da liga é simples: quanto maior o público, mais espaço existe para parceiros, produtos, ativações e investimento. A NFL vê o Brasil como um mercado importante, mas condiciona o avanço ao crescimento da audiência e ao trabalho conjunto com parceiros locais.
Sexta-feira (25): Flamengo e Cowboys fazem a ponte pré-jogo
A operação do NFL Rio Game foi montada com ações fora do gramado. Na sexta-feira (25), no treino, jogadores do Flamengo e do Dallas Cowboys trocaram presentes.
A liga também criou colaborações com times cariocas, incluindo coleções de roupas e acessórios. A ideia é unir o futebol brasileiro e o futebol americano em torno do evento. Para Goodell, essas oportunidades ajudam a NFL a se expandir ainda mais.
O que a NFL aprende com o futebol brasileiro
Goodell também afirmou que a liga vê o Brasil como um ambiente de aprendizado. A NFL entende que pode observar lições do futebol local e do futebol mundial, especialmente em paixão da torcida, cultura e experiência de estádio.
Ao visitar o Brasil, a liga acredita voltar com novas ideias para melhorar sua própria operação.
Domingo (27): Cowboys x Ravens no Maracanã
O confronto de domingo (27) é o ponto alto da janela carioca. Goodell não escondeu a empolgação ao projetar dois times da NFL no Maracanã.
Ele descreveu o estádio como icônico e extremamente tradicional, e afirmou que estar ali é uma honra e um privilégio. Para a NFL, o jogo também cumpre outro papel: levar a liga a arenas históricas e compartilhar essa experiência com o resto do mundo.
The Huddle Abroad Rio: flag football, educação e cultura
Além do jogo no Maracanã, a NFL promove o The Huddle Abroad Rio, iniciativa que reúne flag football para crianças, educação e intercâmbio cultural.
A proposta vai além da prática esportiva. A liga apresenta aos brasileiros um esporte popular nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, busca conhecer mais a cultura local. A ideia é usar o esporte como ponte para aproximação, respeito mútuo e troca entre as duas realidades.
Em que pé está agora
A NFL vive no Rio de Janeiro uma etapa de crescimento internacional com forte presença no Brasil. A temporada de 2026 já reúne 9 jogos fora dos Estados Unidos, o domingo (27) coloca Cowboys x Ravens no Maracanã e a sexta-feira (25) marca ações com Flamengo e times cariocas.
Para a torcida, o recado é direto: o jogo é a vitrine, mas a base de 38 milhões de fãs, as parcerias locais, as coleções com identidade carioca e o The Huddle Abroad Rio mostram que a liga pretende transformar presença em relação de longo prazo. O Brasil entra na conversa como possível sede de uma futura franquia da NFL, ainda sem confirmação, mas com sinalização clara de investimento se o público crescer.
Fonte
Declarações de Roger Goodell em entrevista exclusiva à ESPN, com registro de Leonardo Pratt, do Rio de Janeiro (RJ).
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