Janů: 3 contratações de janeiro capazes de transformar a temporada do Chelsea
O Chelsea vive um começo de temporada promissor no ataque, mas frágil na defesa, com 12 gols sofridos nas cinco primeiras rodadas. Para janeiro, três nomes são apontados: Murillo, do Nottingham Forest, como zagueiro ideal para a linha alta de Xabi Alonso; Lamine Camara, do Monaco, alvo frustrado por 47 milhões de libras e possível substituto de Enzo Fernández; e Jean-Philippe Mateta, do Crystal Palace, centroavante físico de 1,92m que daria outra referência de área ao ataque dos Blues.
Redação Prancheta Viva
O contexto: começo promissor, defesa em crise
O Chelsea vive um começo de temporada em dois tempos sob o comando de Xabi Alonso. O setor ofensivo funciona: João Pedro, Cole Palmer e Morgan Rogers dão ao técnico boas alternativas na frente. Do outro lado, porém, o cenário preocupa — e muito.
A derrota por 3 a 0 para o Brentford, logo antes da Data Fifa, expôs as carências do time. Os números confirmam: 12 gols sofridos nas cinco primeiras rodadas da Premier League, a pior marca da competição naquele momento. Com isso, a janela de janeiro ganhou peso estratégico, e três jogadores aparecem como respostas para problemas bem distintos do elenco.
A prioridade defensiva: Murillo, do Nottingham Forest
A zagueira é a urgência mais evidente. O Chelsea trouxe Maxence Lacroix no último mercado, mas ainda falta um defensor capaz de cobrir grandes espaços e sustentar uma linha alta — perfil que o brasileiro Murillo, de 24 anos, ex-Corinthians, reúne bem. Já adaptado à Premier League, ele combina força, velocidade e experiência jogando longe da própria área, algo essencial para o time controlar mais território no modelo de Alonso.
O contraste com o Forest é revelador: o time de Nottingham sofreu apenas cinco gols no início do campeonato, e Murillo é uma das principais referências defensivas da equipe. O entrave é financeiro — no início de 2026, valores próximos de 70 milhões de libras foram citados como referência para uma eventual venda. Não é necessariamente o preço atual, mas dimensiona o tamanho do investimento.
A negociação frustrada: Lamine Camara, do Monaco
O senegalês Lamine Camara é o caso mais concreto da lista. Chelsea e Monaco chegaram a um acordo de 47 milhões de libras no último dia da janela, e o meia estava a caminho de assinar por seis temporadas — a operação só caiu porque o clube francês voltou atrás nas horas finais. O resultado: o Chelsea ficou sem o substituto planejado para Enzo Fernández, e Camara virou um dos grandes negócios frustrados do fim do mercado.
Desde então, o meia segue mostrando valor. Contra o PSG, apresentou intensidade sem a bola, qualidade na circulação e capacidade física no meio. É exatamente o que falta ao Chelsea: Moisés Caicedo vem de problemas físicos, Romeo Lavia busca regularidade, Reece James exige controle de carga, e Jordan Henderson, apesar da experiência, não é solução de longo prazo. Uma nova investida faria sentido esportivamente — a dúvida é se o Monaco reabriria uma negociação que terminou de forma tão conturbada.
O centroavante alternativo: Jean-Philippe Mateta, do Crystal Palace
O ataque não é a maior urgência, mas a ausência de João Pedro deixou claro que Alonso poderia ter uma referência de área diferente. Danny Welbeck oferece experiência; Mateta acrescentaria presença física e jogo aéreo. Com 1,92m, o francês segura a bola de costas e dá saída mais direta em jogos em que o Chelsea sofre para progredir por baixo — função semelhante à de Victor Boniface nos tempos de Alonso no Bayer Leverkusen.
O atrativo extra está na situação contratual: o vínculo com o Crystal Palace vai oficialmente até junho de 2027, mas o atacante contesta a validade dessa última temporada. O impasse mantém seu futuro em aberto e pode ganhar força perto de janeiro.
Em que pé está
O Chelsea chega à pré-janela com um plano claro por setor: Murillo reforçaria a defesa mais vazada do início da competição, Camara preencheria uma lacuna que o próprio clube tentou resolver no fim do mercado, e Mateta daria peso físico ao ataque. Entre os três, o senegalês tem a ligação mais concreta com o clube; os outros dois dependem de oportunidades de mercado. Com os primeiros jogos de Xabi Alonso desenhando as prioridades, janeiro promete definir o rumo da temporada dos Blues.
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