Entenda de que maneira a nova norma para estrangeiros no Campeonato Brasileiro pode impactar o São Paulo
A CBF aprovou a redução gradual do teto de estrangeiros relacionados por partida no Brasileirão: oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. O objetivo é dar mais espaço a jovens brasileiros, cuja participação nos minutos da Série A caiu de 28,3% em 2020 para 11,5% em 2026. O São Paulo, com sete estrangeiros, se enquadra nos limites iniciais, mas precisará considerar a regra em cada contratação.
Redação Prancheta Viva
O São Paulo tem sete jogadores estrangeiros no elenco e passa a acompanhar de perto uma decisão que vai mudar o Brasileirão nos próximos anos: a redução gradual do limite de atletas estrangeiros relacionados por partida, aprovada pela CBF junto com clubes e federações. Hoje o teto é de nove; em 2030, serão apenas cinco. A aprovação saiu com apenas dois votos contrários.
De nove para cinco: o calendário da mudança
- 2027: até 8 estrangeiros por partida
- 2028: até 7
- 2029: até 6
- 2030: até 5
Segundo a CBF, a média atual na Série A é de 5,4 estrangeiros relacionados por partida, considerando os 215 jogos analisados — ou seja, a regra aperta principalmente os times com elencos mais internacionais, como o Tricolor.
Por que a CBF mudou a regra
O objetivo declarado é devolver espaço a jogadores brasileiros, especialmente os jovens. Os números da própria entidade explicam a preocupação: a participação de brasileiros sub-23 nos minutos da Série A caiu de 28,3% em 2020 para 11,5% em 2026, enquanto a presença de estrangeiros com mais de 23 anos subiu de 7,8% para 25% no mesmo período.
O elenco estrangeiro do São Paulo, jogador a jogador
- Arboleda (Equador) — o mais antigo, chegou em 2017. Zagueiro com contrato até dezembro de 2027, foi afastado no início do ano e reintegrado em junho.
- Calleri (Argentina) — o maior peso ofensivo do grupo. Renovou até dezembro de 2028, com extensão possível até o fim de 2029 mediante metas esportivas. É o artilheiro do time em 2026, com 14 gols.
- Enzo Díaz (Argentina) — lateral-esquerdo com contrato até dezembro de 2028. Somou 24 partidas em 2026, 1.839 minutos e uma assistência.
- Damián Bobadilla (Paraguai) — volante que chegou em 2024, contrato até dezembro de 2027 e 31 partidas em 2026.
- Cédric (Portugal) — lateral-direito contratado em 2025, vínculo até dezembro de 2027 e espaço em queda na temporada.
- Domingos Duarte (Portugal) — zagueiro contratado em agosto deste ano, contrato até julho de 2028. Sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e passou por cirurgia.
- Aurélio Buta (Angola) — lateral-direito que também tem nacionalidade portuguesa, chegou em 2026 com contrato até junho de 2027, com renovação possível por metas.
O que isso significa para o Morumbi
Na prática, a torcida não precisa se preocupar agora. Com sete estrangeiros, o Tricolor cabe no limite de 2027 (oito) e bate exatamente o teto de 2028. A primeira escolha obrigatória na súmula viria em 2029, quando só seis poderão ser relacionados.
Dois fatores deixam o cenário ainda mais tranquilo: quatro dos sete estrangeiros têm contratos que terminam em 2027 — margem para o elenco mudar bastante antes do limite chegar — e a fase final da transição só ocorre em 2030. O efeito real, portanto, será no planejamento: a partir de agora, cada contratação de estrangeiro no Morumbi precisa ser avaliada com o calendário da CBF na mesa.
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