Zidane esperou pela França – agora conseguirá aproveitar o poder das suas estrelas?
Zinedine Zidane confirmou que esperou pelo convite para treinar a seleção da França, encerrando cinco anos longe dos bancos após sair do Real Madrid, onde conquistou três Champions League consecutivas. O desafio agora é retomar o ritmo de trabalho e comandar um elenco cheio de estrelas, com a torcida exigindo finais e o teste definitivo de sua carreira como treinador.
Redação Prancheta Viva
A espera que virou estratégia
Zinedine Zidane confirmou o que a torcida francesa especulava há anos: ele aguardou o convite para comandar a seleção da França. A declaração encerra um longo período de expectativa e coloca o técnico no centro das conversas do futebol europeu — mas também levanta uma pergunta inevitável para quem acompanha a carreira dele: o que significa assumir um cargo nacional depois de cinco anos sem treinar nenhum time?
A origem: um currículo de elite no banco
Para entender o peso da expectativa, é preciso lembrar de onde vem Zidane como treinador. Sua passagem mais marcante foi no Real Madrid, onde assumiu o time principal em 2016 e construiu um dos períodos mais vitoriosos da história do clube: três títulos consecutivos da Champions League, um feito que nenhum outro técnico repetiu na era moderna da competição. Somou ainda títulos nacionais e consolidou a fama de saber gerenciar elenco cheio de estrelas — habilidade que será cobrada de novo ao lidar com o grupo da seleção francesa, repleto de nomes de primeiro escalão.
O intervalo: cinco anos de silêncio no banco
Desde a saída do Real Madrid, Zidane não assumiu nenhuma função técnica. Nesse período, circularam especulações sobre retornos ao clube merengue e até propostas de outras seleções, mas ele manteve a posição de que seu objetivo era a camisa da França. Agora, com a confirmação de que esperou por esse convite, o desafio fica duplo: retomar o ritmo de trabalho após meia década parado e, ao mesmo tempo, comandar uma das seleções mais fortes do mundo, onde o mínimo aceitável pela torcida é disputar finais.
O que está em jogo
O cenário que Zidane encontra é de uma seleção francesa acostumada a decisões, com geração formada na base e experiências recentes de campanhas profundas em Copas do Mundo e Eurocopas. Para a torcida, a aposta é clara: se a fama de vencedor se traduzir em resultados, a França entra em nova fase de favoritismo. Para o próprio Zidane, o cargo é o teste definitivo — treinar seleção é diferente do dia a dia de clube, com janelas de convocações curtas e menos tempo de trabalho no campo.
Onde estamos agora
A fase atual é a da confirmação oficial do interesse e da espera de Zidane pelo cargo de técnico da França. O próximo passo será acompanhar como ele monta sua comissão técnica, quais nomes chamará nas primeiras convocações e se o tempo longe das beiras do campo pesará ou passará despercebido. O que se sabe hoje: a espera acabou, e a cobrança começa imediatamente.
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Fonte: BBC Sport Football
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