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O legado de Reyna se expande com a convocação de Carolina para a Seleção Americana Sub-17 da Copa do Mundo Feminina

Carolina Reyna, irmã do meia Gio Reyna, foi convocada para a Copa do Mundo Sub-17 feminina, no Marrocos, tornando-se junto com o irmão o primeiro duo de irmão e irmã dos EUA em edições Sub-17. A família Reyna tem tradição nas seleções americanas: o pai Claudio e a mãe Danielle também atuaram pelo país. A lista da técnica Ciara Crinion tem 21 jogadoras, e a equipe, que nunca venceu o torneio, enfrenta Samoa, Quênia e China na primeira fase a partir de 19 de outubro.

Redação Prancheta Viva

A Conmebol... quer dizer, a FIFA promove em outubro, no Marrocos, a Copa do Mundo Sub-17 feminina — e a lista dos Estados Unidos reservou um capítulo de família. Carolina Reyna, irmã do meia Gio Reyna, da seleção principal masculina, foi convocada pela técnica Ciara Crinion para disputar o torneio. Com isso, os irmãos se tornam o primeiro duo de irmão e irmã a defender os EUA em Copas do Mundo Sub-17.

O contexto: uma dinastia Reyna nas seleções americanas

Para quem acompanha futebol americano de seleções, o sobrenome Reyna não é novidade. O pai, Claudio, disputou o torneio em 1989 — quando ainda era disputado como Sub-16 — antes de capitão da seleção principal e de atuar em quatro Copas do Mundo adultas. A mãe, Danielle, somou seis partidas pela seleção feminina principal, todas em 1993.

Quando Gio estreou pela seleção principal masculina em 2020, a família virou a primeira a ter três membros com jogos oficiais pelas seleções principais dos EUA. Hoje, aos 23 anos, Gio defende o Strasbourg, da Ligue 1 francesa, após uma transferência no verão europeu, e esteve nas Copas de 2022 e 2026.

Carolina, que atua como atacante pelo FC Westlake, de Austin, no Texas, entra na história com outro feito inédito: irmão e irmã nunca antes haviam representado o país em Copas do Mundo Sub-17. O que já existiu foram três duplas de irmãs na seleção principal feminina — Gisele e Alyssa Thompson, Sam e Kristie Mewis, e Lorrie e Ronnie Fair.

A lista de Crinion: 21 jogadoras e uma profissional

A convocação tem 21 nomes, com Carolina entre seis atacantes. A única profissional do grupo é a zagueira Meila Brewer, de 17 anos, que deixou o Kansas City Current, da NWSL, por rescisão mútua e assinou com o Dallas Trinity, da USL Super League.

É a terceira convocação seguida dos EUA para o Sub-17 com profissionais na lista — sinal de que o torneio, que agora acontece anualmente, ganhou peso no calendário. Em 2024 foram quatro profissionais; em 2025, três. A lista também tem três universitárias, todas com matrícula antecipada na faculdade.

O desafio em campo: buscar o primeiro título

O histórico americano na competição ainda não tem troféu. O melhor resultado foi o vice na edição inaugural, em 2008, com derrota para a Coreia do Norte — justamente a país que venceu as duas últimas edições. Antes disso, a Espanha foi bicampeã. Na edição de 2024, os EUA ficaram com o terceiro lugar.

Na primeira fase, a partir de 19 de outubro, o time enfrenta Samoa, Quênia e China.

Lista completa da seleção americana

Goleiras (3): Alexis Fischer (Eclipse Select SC; Chicago, Ill.; 3 jogos), Kathy Long Capell (Crossfire Premier SC; Woodinville, Wash.; 1), Avellina Saunders (Utah Royals FC Arizona; Phoenix, Ariz.; 6)

Zagueiras (7): Meila Brewer (Dallas Trinity FC; Overland Park, Kan.; 15 jogos/1 gol), Kendra Hansen (Pateadores SC; Tustin, Calif.; 9/0), Maddie Maves (Crossfire Premier SC; Seattle, Wash.; 9/0), Venina Moodie (De Anza Force SC; Oakland, Calif.; 8/0), Cassie Travers (Gotham FC U18; Santa Cruz, Calif.; 1/0), Anaiah Williams (Eclipse Select SC; Glendale Heights, Ill.; 10/0), Gigi Zuniga (Mountain View Los Altos SC; Watsonville, Calif.; 9/0)

Meias (5): Mia Corona (UCLA; Cypress, Calif.; 9/2), Jordyn Heathcock (FC Dallas; Edmond, Okla.; 8/1), Grace Murray (Beach FC; Redondo Beach, Calif.; 8/1), Isa Ortiz (Florida United SC; Fort Lauderdale, Fla.; 3/0), Loradana Paletta (New York City FC; Syosset, N.Y.; 16/5)

Atacantes (6): Maddie DiMaria (St. Louis Scott Gallagher Missouri; Fenton, Mo.; 18/12), Gianna Hanf (Match Fit Surf; Chesterfield, N.J.; 9/2), Amari Manning (UNC; Flemington, N.J.; 12/6), Carolina Reyna (FC Westlake; Austin, Texas; 5/0), Deus Stanislaus (UNC; Fort Washington, Pa.; 12/9), Jordyn Sullivan (Match Fit Surf; Rumson, N.J.; 5/0)

Onde isso nos deixa

O Marrocos recebe o torneio no momento em que o futebol feminino americano busca renovar sua base de talentos diante da concorrência crescente da Coreia do Norte e da Espanha. Para a torcida, o início da fase de grupos, em 19 de outubro, será a primeira chance de ver se Carolina Reyna consegue escrever mais um capítulo da história da família — desta vez por conta própria.

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