Alcaraz apoia o fim das partidas noturnas nos Grand Slams: 'Meia-noite já é tarde demais'
Carlos Alcaraz pediu o fim das partidas noturnas tardias nos Grand Slams, após sua eliminação para Ben Shelton no US Open, encerrada após as 3h30 da manhã. O espanhol, campeão múltiplo de majors, argumenta que horários extremos prejudicam sono, recuperação e logística dos atletas. Sua fala reacende o debate sobre o calendário do tênis, embora os organizadores ainda não tenham anunciado mudanças oficiais de regulamento.
Redação Prancheta Viva
O que aconteceu
O tenista espanhol Carlos Alcaraz cobrou publicamente o fim das partidas que se estendem até altas horas da madrugada nos torneios de Grand Slam. A declaração veio semanas depois de uma eliminação que marcou o espanhol: a derrota para o americano Ben Shelton no US Open, em jogo que só terminou depois das 3h30 no horário local de Nova York.
Da eliminação à cobrança
O episódio que motivou o desabafo aconteceu no US Open, último Grand Slam da temporada. Alcaraz e Shelton fizeram um duelo que se arrastou tanto que a bola final só caiu depois das 3h30 da manhã — um horário que é raro até em eventos noturnos de outros esportes, mas que se tornou recorrente nos majors.
Para quem acompanha tênis, o cenário não é novidade: quadras centrais com três sessões de jogo por dia, somadas a partidas de cinco sets sem tie-break definitivo em alguns torneios, empurram os confrontos noturnos para horários extremos. A higiene do sono, a recuperação muscular e até a logística dos próprios atletas (que precisam treinar no dia seguinte) ficam comprometidas.
Por que a fala do Alcaraz pesa
A cobrança ganha força justamente por vir de um dos principais nomes do circuito e campeão múltiplo de Grand Slam. Quando um jogador do peso de Alcaraz fala, o tema volta ao debate entre organizadores, atletas e imprensa especializada, que discutem mudanças de formato — como reduzir as sessões noturnas ou antecipar os horários de início — nos quatro majors.
Vale lembrar que o calendário do tênis vive um debate mais amplo sobre desgaste: temporada longa, viagens constantes e jogos cada vez mais físicos. A questão dos horários é uma peça desse quebra-cabeça.
Onde a discussão está agora
Por enquanto, a fala de Alcaraz funciona como pressão pública: não há, na declaração, anúncio de mudança oficial de regulamento por parte dos organizadores. O episódio do jogo contra Shelton, encerrado depois das 3h30, continua sendo o exemplo mais citado quando se discute até que hora faz sentido manter o público e os atletas em quadra. O próximo Grand Slam deve mostrar se as críticas se transformam em ajustes práticos.
Aviso
As previsões e análises apresentadas neste artigo constituem exclusivamente opinião editorial, elaboradas com base em informações de fontes públicas. Não há qualquer garantia quanto à exatidão dos conteúdos ou quanto a resultados futuros. Este site não oferece, promove ou recomenda apostas ou qualquer forma de jogo de azar. A participação em apostas é expressamente proibida para menores de 18 anos. Jogue com responsabilidade — na ausência dela, não jogue.
Fonte: UOL Esporte
Comentários (0)