'Eu não gostava no início, mas hoje amo': Rodri expõe desabafo de Raphinha no Barcelona
Rodri revela que Raphinha passou a amar jogar como camisa 9 no Barcelona e defende sua indicação à Bola de Ouro após recorde de gols e assistências.
O que mudou no Camp Nou
O Barcelona entrou na temporada com um problema claro no ataque: sem um centroavante de ofício após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres, a diretoria apostou todas as fichas na contratação de Julián Álvarez. O Atlético de Madrid, porém, barrou qualquer tentativa de saída forçada do argentino, frustrando os planos catalães.
Sem seu principal alvo no mercado, o técnico Hansi Flick optou por uma solução interna. Decidiu que os pontas disponíveis no elenco eram suficientes para encaixar seu modelo de jogo, pautado na intensidade e na movimentação. A escolha recaiu sobre o capitão Raphinha, que passou a atuar como camisa 9 centralizado.
O resultado, até aqui, é o melhor início de temporada da carreira do brasileiro: 14 gols e três assistências em oito jogos.
A trajetória de Raphinha até aqui
Antes de brilhar centralizado, Raphinha construiu toda a carreira como ponta, com capacidade de atuar pelos dois lados. No Leeds United, foi exatamente nessa função que chamou a atenção do futebol europeu.
Contratado pelo Barcelona em 2022/23, foi utilizado majoritariamente na direita por Xavi Hernández. Na temporada de estreia, somou 22 participações diretas em gols. Em 2023/24, foram 21.
A chegada de Flick mudou o cenário. O camisa 11 ganhou mais liberdade para se movimentar no último terço, atuando inclusive como armador. Em 2024/25, assumiu protagonismo ofensivo com 34 gols e 22 assistências. Na temporada passada, foram 28 participações em gols, com presença em campo reduzida por problemas físicos.
O que Rodri revelou
O volante espanhol Rodri, Bola de Ouro de 2024, deu entrevista ao programa "El Partidazo", da rádio COPE, e admitiu que Raphinha foi o jogador que "mais o surpreendeu" desde que desembarcou no Camp Nou para 2026/27.
Rodri também revelou uma conversa com o brasileiro, que admitiu ter ressalvas à ideia de jogar como atacante centralizado, mas foi convencido pelo técnico alemão.
— Eu disse ao Raphinha: "você era ponta no Leeds! Agora você gosta de jogar como camisa 9, né?". Ele me disse: "Eu não gostava no começo, mas agora… eu amo!" — contou o espanhol.
O volante ainda defendeu a indicação do atacante de 29 anos entre os finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo da revista France Football. Nem Raphinha, tampouco Pedri foram indicados à Bola de Ouro de 2026, cuja cerimônia será realizada em 26 de outubro, em Londres. Rodri fez lobby para que um espanhol receba a honraria, usando a conquista da Copa do Mundo como argumento.
O que vem pela frente
Com Gabriel Jesus e Hamza Abdelkarim como reservas, Raphinha se mantém como pilar do Barcelona. A expectativa agora é que o atacante leve as atuações de gala dos Blaugranas para a seleção brasileira nos amistosos contra Austrália (25/09 e 29/09) e Índia (03/10).
Para a torcida brasileira, o momento representa uma inversão de rota importante: um jogador que chegou à Europa como ponta e agora se firma como referência ofensiva centralizada no maior clube da Espanha. Se o ritmo se mantiver, Raphinha chega à seleção não apenas como destaque do Barcelona, mas como um dos jogadores em melhor forma do futebol mundial na atualidade.
Redação Prancheta Viva
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